terça-feira, 5 de maio de 2009

Chão nos pés

Depois de dias de mind games inúteis, angústias do futuro, confusão física e psicológica, hoje deu um clic. Uma frase que eu ouvi foi suficiente pra colocar, pelo menos por enquanto, minha cabeça no lugar. Foi como se eu estivesse num carro sem freio, passando sinal vermelho, batendo em poste, levando o que via pela frente, e de repente uma mão enorme parasse na frente do carro, e impedisse o resto da “corrida maluca”. E depois, silêncio. Que bom. Deus te abençoe, minha irmã.
PS1: hoje falei com a Branca, amigona de longa data que tá lá na Argentina. Saudade imensa da minha Whitney Houston!
PS2: o blog adquiriu um caráter confessional da minha pessoa de uns tempos pra cá - DESCARACTERIZOU-SE. Peço encarecidamente textos das outras bruxas.

domingo, 3 de maio de 2009

Bruxa-mor em Água Viva

Aquilo que ainda vai ser depois - é agora. Agora é o domínio de agora. E enquanto dura a improvisação, eu nasço.
E eis que depois de uma tarde de "quem sou eu" e de acordar à uma hora da madrugada ainda em desespero - eis que às três horas da madrugada acordei e me encontrei. Fui ao encontro de mim. Calma, alegre, plenitude sem fulminação. Simplesmente eu sou eu. E você é você. É vasto, vai durar.
O que te escrevo é um "isto". Não vai parar: continua.
Olha pra mim e me ama. Não: tu olhas pra ti e te amas. É o que está certo.
O que te escrevo continua e estou enfeitiçada.
"Claríssima" Lispector